Archives

maria carmen perlingeiro_

Um fragmento, duas figuras Diante desta série de esculturas de Maria-Carmen Perlingeiro a maior dificuldade é justamente aceitarmos sua simplicidade, a maneira fluente e casual com que se apresentam. E não porque o seu aspecto intrigante seja enganoso ou irrelevante, muito pelo contrário – apenas, sua simplicidade, ela mesma é parte crucial da intriga, Em …

leia mais


iole de freitas_

LEVEZA DO CHÃO1   Mudanças significativas ocorreram no trabalho de Iole de Freitas nos últimos anos: a artista reduziu procedimentos e materiais, simplificou a sintaxe, deixou de lidar com o espaço como uma totalidade indivisível para pensá-lo através de uma dinâmica de relações e trocou a escala intimista pelo confronto com um espaço anônimo e …

leia mais


daniel feingold_

Pré e pós-cosmos   Diante desses trabalhos, um ao lado do outro, é como se os víssemos não lado a lado, mas um o outro lado do outro. Como estar entre dois estados diferente da matéria, sólido e gasoso, que um plano infinitesimal separa, um plano que não é um nem outro, que não é …

leia mais


antonio manuel_

Fluido Labirinto As telas recente de Antonio Manuel parecem cumprir um percurso geométrico paradoxal, apresentar uma espécie de labirinto fluído. Os seus elementos abstratos se combinam menos por encontros do que por desencontros, menos por transições do que por oposições, como se virasse ao avesso a geometria para chegar a um autêntico saber contra-geométrico. E …

leia mais


hércules barsotti_vermelho

O observador- bem ou mal acostumado no modo de ver uma obra de arte tradicional, após passar pela indefectível associação figurativa que os planos coloridos ou a forma externa de uma obra de Barsotti possam induzi-lo – começa a perceber, através do caráter de obra inteira , um fluxo conciso de informações de natureza puramente …

leia mais


amilcar de castro_

MUNDO SUSTENIDO Rodrigo Naves Os trabalhos mais recentes e Amilcar de Castro em certa medida revertem alguns aspectos que marcaram uma parte significativa de sua produção. Nas esculturas de corte e dobra, o artista partia de chapas de ferro de no máximo 2 polegadas e por meio de torções precisas alcançava uma tridimensionalidade tensa, em …

leia mais


sergio camargo_construção

Construção  O trabalho de Sérgio Camargo acresentou uma variável surpreendente à tradição construtiva moderna em seus desdobramentos brasileiros a partir dos anos 50. Porque uma inesperada e heterodoxa vertente, lírica e solar, brotava desse trabalho, praticamente ao mesmo tempo em que no contexto internacional o informalismo cético da produção européia e a anti-metafísica irreverente e …

leia mais


iole de freitas_escrito na água

O metal ele mesmo resiste á contração, busca voltar á posição original, resiste tensionado. na agitada, o vigor do cansaço. Contrariando a força da gravidade, essas esculturas têm algo de uma fonte estática que encontra no modelo da fonte a origem da sua tempestuosa força muscular de movimento em ondas. E também no jorro de …

leia mais


elizabeth jobim_

DESENHOS QUE DESABAM Como é possível hoje, um desenho que se pretenda natureza-morta se a desatenção com as coisas se intensifica cada vez mais? O pouco que resta daquele interesse prolongado- interesse que diverge cada vez mais das tendências atuais da arte- não é capaz de emprestar suprema importância à representação de um arranjo prosaico …

leia mais


carlos zilio_

A PINTURA E A SUA PRESENÇA Depois de um longo processo de depuração e progressiva eliminação de determinados fantasmas, processos paródicos e alusivos, a pintura de Carlos Zilio parece ter encontrado seus elementos mínimos e substanciais: estrutura e pincelada. Partindo de uma ambição artística e de uma auto-consciência esclarecida e crítica, devia superar a defasagem …

leia mais


maria-carmen perlingeiro_águas-vivas

CLEPSIDRA – Paulo Venancio Filho Seria tão insensato afirmar que essas esculturas em pedra buscam incorporar a dimensão do tempo? Que aquilo que são não é para todo o sempre. Que permanecendo o que são falam daquilo que não permanece. Pequenas mentiras que fingem ser, e não são. Não é esta afinal a ambiguidade do …

leia mais


cassio michelany_pinturas

FULANO, SICRANO, BELTRANO Rodrigo Naves   Cassio Michalany lida com as cores de maneira distancida, quase displicente. Se pode permutá-las como as permuta, por certo não vê nelas um sentido irrevogável ou um conteúdo expressivo particularíssimo, que as tornasse indissociáveis de experiências singulares. Uma superfície azul pode conviver serenamente com uma área branca, embora a …

leia mais


carmela gross_

Diversamente dos trabalhos produzidos desde o início dos anos 90, este conjunto de objetos de Carmela Gross procura enfatizar sua natureza expressiva, como se esta devesse ser focalizada em primeira instância. Cumpre observar, de passagem, que o trabalho anterior interrogava, sempre em tom genérico e impessoal – e por isto deliberamente negligente em face de …

leia mais


anna maria maiolino_muitos e codificações matéricas

“ Esses produtos marcam a instauração de um mundo, a separação entre natureza e cultura. Surgem das possibilidades de um mesmo gesto, de uma mesma operação, facilmente transmissível como os sons de uma linguagem que se inicia. Encontramos, entnao, o sentido originário da repetição. Poderíamos estar diante de uma experiência antropológica, ou melhor, de um …

leia mais


waltercio caldas_

INTERROGAÇÕES CONSTRUTIVAS Paulo Sergio Duarte   Queremos do clássico, o estável e  sábio condutor de história, uma norma, um padrão de referência. Esperamos da arte contemporânea sua única condição: seu caráter experimental, a provocação provisória, a aposta no instante da percepção quando se realiza o insight, como costumava definir a psicologia antigamente, e, sobretudo, a …

leia mais


maria – carmen perlingeiro_

Maria Carmen Perlingeiro   ESCULTURAS   Entre o corpo e a estrutura de Ronaldo Brito   Dimensão do corpóreo   Essa espécie de metáfora corpórea deriva assim, curiosamente, do exercício de uma disciplina estética próxima à tradição construtiva. Os movimentos da mão tendem a repetir compulsivamente fixações e obsessões inconscientes. A pressão da lógica estrutural, …

leia mais


nazareth pacheco_

O Corpo como Destino   “O outro é o que me permite de não me repetir ao infinito” J.Baudrillard   Há sintomas de rompimento do acordo tácito de não agressão que vem anestesiando as relações entre a arte e o público. A revelação de conteúdos potencialmente perturbadores começa a aparecer em mostras isoladas no Brasil …

leia mais


eduardo sued_a dimensão moderna do plano

Íntimo Universal A primeira impressão é de que as telas recentes e Eduardo Sued empenham-se justamente em repensar aquela que teria sido a sua principal conquista desde a década de 70 e que viria a alcançar a potência plena nos anos 80: a dimensão moderna do Plano e tudo o que implica em termos de …

leia mais


jorge guinle_mulheres

Se alguma coisa distinguia a angústia solar de Jorge Guinle era sua infinita capacidade de dizer sim – ele dirá sim a todos os impasses culturais, ao propalado esgotamento das series de linguagem e aos inevitáveis reveses existenciais, dispõe-se a enfrentá-los, virá-los pelo avesso até dissipá-los produtivamente. E porque parece nunca se cansar, não acha …

leia mais


takashi fukushima_ ‘xilogravura, uma experiência em tóquio’

Os trabalhos aqui apresentados são o resultado de uma pesquisa realizada no segundo semestre de 1990, quando fui convidado pela Fundação Japão para trabalhar no departamento de gravura da GUEIDAI – Universidade Nacional de Artes e Música de Tokyo. O supervisor do departamento é o professor e gravador Tetsuya Noda que já representou o Japão …

leia mais


tomie ohtake_

Tomie Ohtake pertence a geração que desde os anos 50 ajudou a consolidar um caráter para a arte brasileira. Um caráter, porque ela foi das artistas que ao escolher um caminho solitário, da introspecção e uma linguagem intimista, da abstração, demonstrou que para ser uma artista sul americana não era necessário uma pintura típica, exótica, …

leia mais


iole de freitas_

Delicadeza traumática   A insistente presença do corpo no trabalho de Iole de Freitas vem se desenvolvendo como um dos mais radicais pensamentos anti-representativos da arte brasileira contemporânea. Em seu trabalho o corpo foi seguidamente objeto de uma série de investigações tanto quanto ao meio utilizado, quanto a natureza do processo de investigação.  Inicialmente Iole …

leia mais


frida baranek_

A relação com o espaço é a essência do cogitar tridimensional na expressão criativa de Frida Baranek. Simultaneamente, o material se impõe de modo impositivo por sua agressividade, captada a primeiro impacto. Catastrofista pela utilização de elementos conotativos de uma sociedade industrializada, a “assemblage” desconstrutivista preside suas instalações vitais em sua espacialidade: pedra (granito ou …

leia mais


cassio michelany_

ESPAÇO, COR, BRILHO, MATÉRIA E MUITO MAIS   A exposição de Cassio Michalany recusa o táctil. Vem com a energia da pintura-problema, instigante e provocante. Como a Matemática moderna, não traz soluções.  Investiga algumas questões, impulsionando, com a radicalidade a palo seco de seu trabalho, a pensar alguns problemas essenciais. Em especial, três deles me …

leia mais


antonio manuel_sombras e cintilações

Sombras e Cintilações   Desafiador e inquieto, Antonio Manuel investiu sempre uma carga constante de agressividade em seus trabalhos. Não foi o único, no entanto, foi dos poucos a dimensionar essa situação de desconforto diante do medo. Esse desafio foi o núcleo do seu trabalho, Reagia ao contexto provocando-o. Mas como não era estritamente uma …

leia mais


ana maria tavares_

Ana Maria Tavares e o cerco da arte   Um conflito pontua toda a produção de Ana Maria Tavares: a luta entre um entendimento da arte como espaço existencial, lugar de configuração mais eficaz de sua sensibilidade, e a consciência (derivada da lição duchampiana) sobre a impossibilidade da arte hoje em dia escapar do cerco …

leia mais


waltercio caldas_

CALOR BRANCO   Estranha e de certo modo aniquilante a objetividade das peças de Waltercio Caldas. Não uma objetividade que nos avassalaria pela demonstração de uma empiria qualquer ou de um eventual  processo de constituição do trabalho. Mas aquela que resulta simplesmente da presença inflexível e da evidência incontornável de cada uma das peças:algo assim …

leia mais


marco perigo_caos aparente

CAOS APARENTE Intimidado pelo caos apresentado na faculdade, quando da minha entrada, entusiasmei-me pela solidez das ideias de gravura colocadas pelo então meu professor Evandro Carlos Jardim. Entusiasmo claro, quando conheci sua obra em uma exposição no MASP no ano de 1973. Vi. Revivi questões da minha memória. Vi minha infância. Morávamos então distantes duas …

leia mais


gesto e estrutura_

O caráter instável, urgente, das estruturas modernas, o aspecto prontamente reflexivo e problemático dos gestos atuais, eis a razão de ser de Gesto e Estrutura. Em seu âmbito modesto e circunstancial, a exposição pretende incitar à experiência estética dos ensaios de ordem contemporâneos e do drama do Eu, as dúvidas sobre a eficácia e o …

leia mais


carlos vergara_

ACONTECIMENTOS PICTÓRICOS   O que esta série de pinturas nos revelam são acontecimentos, situações, instáveis organizações. Elas mantém um grau de imprevisibilidade, uma deliberada margem de gratuidade e espontaneidade. A princípio poderia prevalecer a sensação de que, antes de tudo, é o sentimento do prazer que as impulsiona num movimento contínuo e irrefletido de plena …

leia mais


10 escultores_

Os artistas que sempre escolhi para expor no Gabinete de Arte, ao longo de sua existência, expressam a clara visão cultural da arte contemporânea sobre a qual se apoia nosso trabalho. Meus 22 anos de profissão iniciaram-se no Museu de Arte de São Paulo e na direção da Galeria Arte Global de São Paulo. Só …

leia mais


iole de freitas_

FLUIDOS CONCRETOS O trabalho recente de Iole de Freitas parece fazer uma opção decidida pela escultura. Mas ainda, por uma escultura que, em última instância, derivaria da própria estatuaria. Em qualquer das situações que a obra venha a acontecer – no chão ou na parede- e com toda a sua instabilidade e precariedade, haveria sempre …

leia mais


franz weissmann_multiplos

Pulsações de espaço Em pequenas dimensões e sob a forma de múltiplos, as esculturas de Franz Weissmann tem dois de seus aspectos intrínsecos consideravelmente enfatizados. Primeiro, obviamente, a possibilidade de manipulação permite tornar concretas as várias articulações de cada peça. O que distingue a obra de Weissmann é o seu caráter de situação, a instabilidade …

leia mais


arthur luiz piza_cortes e recortes

Mudo de maneira de trabalhar. Sou agora obrigado a enfrentar o que faço com decisão.   Corto e com o corte vem a reflexão, a necessidade de novo corte. Dirijo a mão para um lado, a seguir para o outro. As vezes continuo e ao continuar vem a curva. As vezes pequena formas repetem-se, obsessivas …

leia mais


milton dacosta_fase construtivista

Lógica e Lírica: Nada mais evidente, a meu ver, do que a perfeição das obras construtivas de Milton Dacosta. E nada mais problemático- ela resulta de um embate com esquema e dados que seriam, a priori, se não inconciliáveis; heterogêneos. De fato o melhor adjetivo para definir semelhante perfeição seria paradoxal: híbrida. Contradições, como se …

leia mais


sergio camargo_

“Suspeito que as esculturas sejam entidades estranhas, cuja pertinência só a elas pertence.” Sérgio de Camargo    

leia mais


cassio michelany_

Da Cor Como Matéria Marco Antonio Tabet   Frequentemente encontramos em momentos de ruptura a condição do artista que se obriga a fazer da dúvida a busca que alimenta e dá impulse ao seu trabalho, assinalando que a arte não pode simplesmente prosseguir consumindo e disecando até o osso os seus próprios pressupostos. É interessante …

leia mais


franz weissmann_

FRANZ WEISSMANN                                                                                 Paulo Herkenhoff Perguntaram-me quem é Franz Weissmann. A resposta vem-me como presença silenciosa do homem que faz obras de silêncio. Ou de grito.   INQUIETUDE Franz Weissmann é a contradição. Silêncio e grito. Abandonar suas conquistas para reconquistar -se permanentemente como artista. Como se necessitasse, todo o tempo, de (re) descobrir o mundo. …

leia mais


tunga_

O paradoxo cheio de sentido: O entre quântico, indivisível, singular, não-local, que parece (virtualmente) existir como 2. -o fóton tem e não tem pólos, o elétron dança num duplo palco, o gato de Schrodinger morrevive em 10 segundos O real, a causa profunda: virtual e atual A realidade, o causal: o simulacro o ilusório concreto …

leia mais


tomie ohtake_

PARA TOMIE OHTAKE Paulo Herkenhoff   Quase de relance, escrevo sobre Tomie. Um texto urgente mais que reflexão, é reação afetuosamente revelada. Toda obra de Tomie é recomeço e etapa na obra única: a pintura. A idade da razão constrói-se com cada quadro, de cada momento sensual. Há um tempo único que aprofunda esse mergulho …

leia mais


hércules barsotti_unidade sequencial

O ESPAÇO PELA COR Ronaldo Brito O enunciado é simples: aí estão alguns exemplos de expansões, horizontais e verticais,de uma figura geométrica. Para o olhar, no entanto, o problema é complexo e não permite termo de solução. Na medida em que não se apresentam sobre um fundo neutro, a priori, essas expansões estão sempre acontecendo …

leia mais


eduardo sued_

UM MÍNIMO VALOR: O MUNDO A pintura se torna mais e mais evidente e atual; mais e mais o seu sentido de ordem, denso e complexo, comparece de uma maneira imediata e flagrante. A conquista da superfície, a estrita tensão com os limites bidimensionais, prossegue inexoravelmente. As cores passam a se determinar com muito mais …

leia mais


carlos fajardo_

UM MAR DE COSTAS   RODRIGO NAVES   Acontece às vezes de o mundo sofrer uma arbitrária mudança de escala. Os deprimidos, por exemplo, são íntimos dessas ruas majestosamente largas que os reduz à insignificância de um paralelepípedo. Algumas distâncias tornam-se impercorríveis e há profunidades  das quais não há retorno possível. Os espíritos proustianos, por …

leia mais


marco do valle_vórtice

PESADELOS DA RAZÃO Os objetos de Marco do Valle dão a impressão que funcionariam, mas não se sabe bem como e onde. Negam a função familiar e original de suas partes, mas guardam trechos de um pensamento construtivo e operativo. Funcionariam. Mas onde e como? São situações similares às do pesadelo, onde os opostos se …

leia mais


victor grippo_

O inteligir dispara- inexorável- quando pressente o objeto que logo lhe pertencerá e que em seguida a todos devolve.   É assim sempre o conhecimento   Grippo o prova no seu conhecer peculiar que compartilha generoso. Gerencia reservado e com vigor a sua díspar e disparatada visão, e logo a converte nas singelas obviedades que …

leia mais


imaginar o presente_

IMAGINAR O PRESENTE A maneira mais simples, também a mais comum, de ignorar a arte contemporânea é perguntar o que ela significa. Ou ainda, para que serve. Essa espécie de questão pressupõe uma exterioridade, um lugar qualquer onde se possa, de fora, interrogá-la. Este lugar seria, naturalmente, uma “certeza” – o real, o mundo, a …

leia mais


willys de castro_

O pressuposto imediato dos pluri objetos é uma percepção operatória, radicalmente anti-contemplativa- o olhar aqui jamais se perde, nunca se esquece. Ele incide, monta, constrói, compõe e decompõe incessantemente. Instrumento de precisão, é compelido a detectar e analisar as propriedades do campo visível. Mas não há, a rigor, um campo visual e um olhar para …

leia mais


sergio camargo_morfoses

Trata-se de uma singular experiência do Espaço: transformar a superfície no campo onde a matéria trabalha outros elementos além das curvas, ângulos e cortes. Essa experiência, o método de Sergio de Camargo vai transmiti-la construindo todo o trabalho como a exploração do limite do Espaço. O conceito de Espaço sempre questionou a natureza da exterioridade. …

leia mais


carlos vergara_ordem e caos

Há mais de uma pintura nessas telas. Entre o rigor da estrutura inicial em losangos e a interdeterminação do que foi sendo pintado, diferentes pinturas surgiram – acumulando os acasos da mão e do pincel em necessidades da obra. Cada tela é assim, uma aventura de pintura. Nenhuma pode ser tomada como exemplo das demais. …

leia mais


arthur luiz piza_espaço em relevo

Aquele que esculpe o mármore e grava no coração mas que também imprime signos é, em latim, um “Piza sculpsit”. Conhece-se, é certo, sua obra gravada e esquece-se que ele trabalhou a matéria e é bom reencontrar suas esculturas para compreender melhor o processo, uma mesma escrita cerrada mas fluida, firme e suave como a …

leia mais


marcia rothstein_

Nota sobre pintura de Márcia Rothstein: Vivemos em um país inventado no processo de colonização: este novo mundo deriva, daí, uma tradição confusa, ao menos diversa, da norma ocidental tal como se efetiva em seu habitat natural, a Europa. Aqui atua a ansiosa busca de regularizar a produção cultural com a história, apontar os anacronismos …

leia mais


tunga_

É flagrante: estamos diante de obras divididas. Divididas porque duvidantes. Fisicamente até, desdobram-se, fragmentam-se na impossibilidade de serem pura e simplesmente uma. A sua realização depende de sua demonstração: coincidência infeliz. Cada obra remete com premencia ao projeto geral do trabalho, mas este não existe fora delas, nem compõem um sistema organizado. Daí o drama- …

leia mais


arthur luiz piza_gravuras/relevos/objetos

Vi brotar, e estou seguindo, o labor de Arthur Piza há mais de dois decênios, desde, quando moço, frequentava os cursos do Antônio Gomide. Jovem ativo, reflexivo, ansioso de se apoderar dos meios indispensáveis para se manifestar, distinguia-se entre os companheiros pelo modo de combinar a representação gráfica de um simples objeto posto para ser …

leia mais


50 anos: galeria raquel arnaud

Cinco Décadas de Arte: 50 Anos da Galeria Raquel Arnaud Curadoria de Jacopo Crivelli Visconti e Marina Schiesari   A história da Galeria Raquel Arnaud é uma jornada pelo mundo da arte contemporânea brasileira e internacional. Comemorando cincodécadas de contribuição para o cenário artístico, a galeria apresenta, em fevereiro de 2024, um projeto especial em …

leia mais


joão trevisan_ o dorso do tigre

“O tempo é a substância de que sou feito. O tempo é um rio que me arrebata, mas eu sou o rio; é um tigre que me destroça, mas eu sou o tigre.” Jorge Luis Borges, Nova refutação do tempo, 1952   A imagem do tigre, em sua indefinição, sinuosidade e força, acompanha meu olhar …

leia mais


elizabeth jobim_ a linha florescente

Ao invés de uma linha, uma costura. Nessas pinturas recentes de Elizabeth Jobim, os planos estão interligados, unidos não mais por uma linha abstrata, mas por uma marca física, plenamente visível como elemento manifesto – interrupção e separação dos planos de cor. Aqui, a tela se organiza à maneira de um patchwork absolutamente bidimensional, uma …

leia mais


iole de freitas_ a iminência do gesto: da fotografia à escultura

A Galeria Raquel Arnaud abre no dia 26 de agosto, sábado, às 11h, a exposição “A iminência do gesto: da fotografia à escultura” da artista Iole de Freitas. Concomitantemente às exposições individuais “Imagem como presença” no Instituto Moreira Salles, e “Colapsada, em pé” no Instituto Tomie Ohtake, ambas em cartaz até o fim de setembro, …

leia mais


julio villani: quadro negro

Esboços de troncos e galhos de árvores coloridos ou puras figuras geométricas dispostas em equilíbrio instável? Há um claro espírito de dubiedade nos trabalhos apresentados aqui por Julio Villani. Algo que oscila não apenas entre a abstração e o naturalismo, mas também, por exemplo, entre o visual e o verbal. Sim, pois o artista dá …

leia mais


célia euvaldo: pinturas

“Quando o discípulo está preparado, o mestre sempre aparece.” Esse ditado popular é sagaz como poucas afirmações filosóficas. Célia Euvaldo e eu nascemos no mesmo ano. Ambos crescemos em São José dos Campos, embora tenhamos estudado em escolas diferentes, o que implicou termos turmas distintas. Por volta de 1988, Alberto Tassinari e eu vimos seus …

leia mais


almandrade hoje: o enigma do traço e da forma, da letra e da palavra

Almandrade hoje: O enigma do traço e da forma, da letra e da palavra A arte contemporânea brasileira foi em parte consolidada por alguns caminhos auspiciosos que lograram um lugar político e estético especial para a nossa produção cultural: a resistência de uma poesia visual que transitou também para a canção popular e a obra …

leia mais


arte cinética_ passado e presente

Arte cinética: passado e presente A Galeria Raquel Arnaud foi pioneira ao trazer a arte cinética para o Brasil, nos anos 1980, com grandes nomes como Carlos Cruz-Díez e Jesús Rafael Soto. Após esse contato inicial, a linha de arte cinética veio a se tornar um traço da Galeria, que continuou trabalhando com esses e …

leia mais


guto lacaz_ antimatéria

Antimatéria é o oposto da matéria. As antipartículas possuem as mesmas características das partículas elementares, mas apresentam cargas elétricas opostas. Para Guto Lacaz, essa definição é uma maneira de entender sem entender. Com referências a grandes artistas construtivistas, como Sérvulo Esmeraldo e Carlos Cruz-Diez, e características marcantes da optical art, a exposição conta com obras …

leia mais


nuno sousa vieira_ um entre nós

Em sua primeira exposição individual na Galeria Raquel Arnaud, em parceria com a Galeria 3+1, Nuno Sousa Vieira apresenta uma série de desenhos, uma pintura e uma escultura, montada no jardim da galeria, que se conecta de forma intrínseca com as obras que estarão no espaço expositivo interno, reforçando a relação entre o dentro e …

leia mais


a revolução tem que ser feita pouco a pouco | parte 2: a quadratura do círculo

(uma exposição em quatro etapas) Carla Chaim Célia Euvaldo Felix Gmelin Francesco Arena Nuno Souza Vieira No seu Guia prático para o desvio, Guy Debord argumentava que uma das mais eficazes estratégias de insubordinação social seria a apropriação, ou desvio, de frases e conceitos alheios, para fins revolucionários. Debord identificava vários tipos de desvios, entre …

leia mais


simples como o triângulo_ sérvulo esmeraldo

“Na sua aparente simplicidade, o Triângulo é na realidade, o “dono” das matemáticas. Dono é pouco. A mais simples das figuras geométricas, com seus três vértices, dinamiza um espaço plástico definido como nenhuma outra forma. Além do mais, imagine, é indeformável. Reinam sobre nossas cabeças, tesouras triangulares que sustentam linhas, caibros e ripas. Bem observados, …

leia mais


carlos cruz-diez

Veja as obras no subsolo da Galeria O ‘suporte estático na pintura’, enquanto conceito, tem acompanhado a expressão plástica através dos séculos. Foi a solução imaginada pelo homem para deter o tempo e registrar a natureza efêmera de um instante. A pintura sobre o plano é, portanto, símbolo de permanência e eternidade. As “Cores Aditivas” …

leia mais


cassio michalany_ espaços da cor

Justas Posições O trabalho de Cassio Michalany dá a ver, por meio de repetições, possibilidades de mudança e alteridade. Em cada exposição, em cada conjunto de pinturas, há sempre um tanto de regularidade, na sucessão de coisas com aspectos idênticos, e outro de intermitência, em que se revelam as comutações e as diferenças de comportamento …

leia mais


french connection

Em homenagem à sua participação esse ano na FIAC (Foire d’Art Con- temporain) de Paris, a Galeria Raquel Arnaud organiza uma mostra paralela no seu espaço expositivo em São Paulo, em diálogo com o que será exibido na cidade luz. Durante os anos 1950, 60 e 70, Paris foi um destino preferencial para artistas estrangeiros, …

leia mais


a revolução tem que ser feita pouco a pouco_ parte 4: a revolução

(uma exposição em quatro etapas) No seu Guia prático para o desvio, Guy Debord argumentava que uma das mais eficazes estratégias de insubordinação social seria a apropriação, ou desvio, de frases e conceitos alheios, para fins revolucionários. Debord identificava vários tipos de desvios, entre eles o desvio menor, em que as palavras ou frases apropriadas …

leia mais


pensei que fosse só eu

Um dos principais fotógrafos brasileiros, cobiçado no campo da reprodução de obras de arte, Romulo Fialdini (Belo Horizonte, 1947), nesta sua primeira individual na Galeria Raquel Arnaud, revela a sua poética singular ao apresentar 24 fotografias autorais. Pensei que fosse só eu, reúne imagens selecionadas pela curadora Galciani Neves, que fazem parte de um livro …

leia mais


penumbra

Na Galeria Raquel Arnaud, o pintor e professor de pintura da ECA/USP Marco Giannotti apresenta – Penumbra – exposição que reúne 14 telas de grandes formatos (2m x 2.50m) e de pequenos formatos (40 cm x 1m) feitas a base de têmpera, esmalte (spray) e óleo. Foram realizadas em 2012, após sua estada de um …

leia mais


planar – wolfram ullrich

Uma cor que, no espírito de Theo van Doesburg, só tem significado por si mesma. Uma forma que obedece às leis da geometria. Um corpo que se relaciona diretamente com sua materialidade e sua plasticidade. Eis os fundamentos da arte concreta sobre os quais se constrói o trabalho de Wolfram Ullrich. Para o artista de …

leia mais