Biografia

avelãs de caminha_ portugal, 1947. vive e trabalha no rio de janeiro

 

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Antonio Manuel é um dos principais nomes ligados ao experimentalismo no Brasil entre o final dos anos 1960 e a década seguinte. O artista instigou o mundo das artes nos anos 1970, representando a liberdade de expressão em suas peças, em plena época da Ditadura Militar. Diante do dilema de como exercer a liberdade de expressão em um país onde as liberdades civis estavam ameaçadas, as apropriações midiáticas de Antonio Manuel e suas intervenções com o próprio corpo visavam subverter e criticar as forças da repressão, bem como questionar a política institucional.

Paulo Venânico cita  que  “A impulsividade lírica das ações de Antonio Manuel, mesmo quando em agressiva intensidade, manifesta uma dimensão afirmativa e positiva, sempre libertária. Entre ação e acontecimento , ato e fato, estão o agir e as suas consequências possíveis e imprevistas; e sendo artística, a ação é da ordem da responsabilidade, autenticidade, coragem, que se manifesta no enfrentamento antiautoritário e antiautoridade”.

Suas principais exposições individuais: mostra panorâmica no MAM Rio, em 2014, “I want to act, not represent”, na Americas Society, em Nova York, em 2011; “Fatos”, Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, em 2007; mostra Pharos Centre of Contemporary Art, em Chipre, em 2005; Museu da Chácara do Céu, em 2002; na Fundação Serralves, em Portugal, em 2000; Jeu de Paume, em Paris, em 1999; Museu de Arte Contemporânea de Niterói, em 1998; Centro de Arte Hélio Oiticica, em 1997, entre outras.

Dentre suas principais exposições coletivas estão: “É tanta coisa que não cabe aqui”, no Pavilhão Brasileiro da 56ª Bienal de Veneza, na Itália, “International Pop, no Dallas Museum e no Walker Art Center, ambas em 2015; “Possibilities of The Object: Experiments in Modern and Contemporary Brazilian Art, no Fruitmarket Gallery, em Edimburgo, na Escócia, em 2015; “America Latina 1960 – 2013”, na Fundação Cartier, na França, em 2014; “30 × Bienal – Transformações na arte brasileira da 1ª à 30ª edição”, na Fundação Bienal de São Paulo, em 2013; “Arte de contradicciones. Pop, realismos y política. Brasil – Argentina 1960″, na Fundación PROA, em Buenos Aires, “Play With Me: Interactive Installations”, no Molaa Museum of Latin American Art, na Califórnia, e “Tercera Trienal Poli/Grafica de San Juan”, Trienal Poli/Grafica de San Juan, ambas em 2012; “Performa 11”, em Nova York, e “A Rua”, no MuHKA Museum voor Hedendaagse Kunst Antwerpen, em Auérpia, ambas em 2011; “29° Bienal de São Paulo”, em 2010; “Art Vida: Action by Artists of the Americas, 1960 – 2000”, no Museo Del Barrio, em Nova York, em 2008; “Arte como questão – Anos 70”, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, em 2007; “Espaço Aberto/Espaço Fechado – sites for sculpture in modern Brazil”, no Henry, em Leeds, na Inglaterra e “É HOJE na arte brasileira contemporânea”, no Santander Cultural, em Porto Alegre, ambas em 2007; “5th Mercosul Biennial”, em Porto Alegre, e “L’Art Contemporain Brésilien dans sa diversité”, no Carreau du Temple, em Paris, ambas em 2005; “Beyond Geometry; Experiments in Form. 1940-70’s”, em Los Angeles Museum of Art e Miami Art Museum, e “Inverted Utopias”, Museum of Fine Arts Houston, ambas nos EUA, em 2004; “Caminhos do Contemporâneo 1952-2002”, no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, em 2002; “Brazil: Body and Soul”, no Guggenheim Museum, em Nova York, e “Experiment: art in Brazil 1958-2000”, no Museum of Modern Art, em Oxford, Londres, ambas em 2001; entre outras.

Possui obras em importantes coleções públicas, no Brasil e no exterior, como: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Museu de Arte Contemporânea de Niterói, Fundação Serralves, em Portugal, MoMA, em Nova York, Tate Modern, em Londres, entre outros.

cv

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