art basel paris 2026
23 out - 25 out_2026
Galeria Raquel Arnaud apresenta Arthur Luiz Piza no setor Premise da Art Basel Paris 2026
Com o projeto “Piza et la pratique surréaliste”, a galeria reúne um conjunto de obras, inéditas na França, da juventude do artista; a coleção apresenta trabalhos em diferentes técnicas, produzidas entre 1946 e 1956
A Galeria Raquel Arnaud participa da Art Basel Paris 2026, que acontece de 23 a 25 de outubro, no Grand Palais (3 Avenue du Général Eisenhower, Paris), com uma exposição dedicada a Arthur Luiz Piza (São Paulo, 1928 – Paris, 2017) no setor Premise, voltado a obras e artistas fora dos percursos convencionais. Instalado no estande 0.P7, o projeto “Piza et la pratique surréaliste” reafi rma o papel da galeria na difusão internacional da arte brasileira ao reunir trabalhos inéditos de Piza para o público francês, produzidos entre 1946 e 1956.
As obras reunidas marcam um período de transição na carreira de Piza, que até se mudar para a França, em 1951, foi aprendiz do artista Antônio Gomide. Em Paris, Piza se dedica aos estudos da gravura sobre metal no ateliê de Johnny
Friedlaender. Nesta ocasião, faz suas primeiras matrizes de cobre e se afasta da figuração mais direta e, geralmente, temática de trabalhos brasileiros daquele período. Observado em retrospecto, o período evidencia o despertar da identidade do artista, que viria a se consolidar, como ele próprio afi rmava, em um “expressionista meio surrealista”.
A seleção de obras retorna às origens do artista, reunindo pinturas em óleo, aquarelas, guaches, desenhos a nanquim e técnicas mistas, além de uma água-forte em cores, do período em que Piza começou a se dedicar à gravura. Nesses trabalhos desponta um estilo pessoal, povoado de silhuetas estilizadas de formas surrealistas, em que o automatismo do traço a nanquim se une ao onirismo da aquarela.
Em um momento em que o Surrealismo permanecia relativamente à margem do Modernismo brasileiro, Piza explorou seus princípios por meio da liberdade do gesto e da dissolução das formas tradicionais de representação. As obras apresentadas pela Galeria Raquel Arnaud, em grande parte inéditas, oferecem um raro olhar sobre esse período de formação do artista e revelam um impulso experimental que permaneceria central em sua prática. Essas obras iniciais mostram o surgimento de uma linguagem pessoal e as raízes profundas de um vocabulário artístico que Piza aperfeiçoaria na França ao longo de seis décadas.

